INSTRUMENTOS
Berimbau
É
um instrumento de percussão (corda percutida) da família
dos cordofones e de origem Africana.
A música na Capoeira se relaciona intimamente com
o movimento, o jogo e a espiritualidade.
Isso
acontece na maioria das manifestações culturais africanas.
(O som do berimbau é tido como místico, sorumbático,
intermitente e obsessivo, que não raro leva seus praticantes
a um estado de total desprendimento e descontração muscular.)
Portanto ela é um elemento essencial à capoeira. Através
dela o capoerista expressa seus movimentos e sentimentos, integrando
o corpo e a mente na hora do jogo, para marcar este ritmo se utiliza
vários instrumentos e quem comanda esse tipo de jogo é
o berimbau, para ser mais específico eu diria que é
quem faz tudo isso e os demais acompanham ele.
A
lenda
Diz a lenda, que uma menina saiu a passeio , ao atravessar
um córrego, abaixou-se para tomar água no côncavo
de suas mãos. No momento em que saciava sua sede, um homem deu-lhe
uma pancada na nuca. Ao morrer a menina se transformou imediatamente
em um arco musical, seu corpo se converteu na madeira; seus membros
na corda; sua cabeça na caixa de ressonância e seu espírito
na música dolente e sentimental. ( Lenda existente no Leste norte
da África)
Os
atuais capoeiristas dizem, entretanto, que o som do berimbau é
metálico e triste por ser veículo derivado das mágoas
dos pretos escravos no recesso das senzalas quando as saudades da pátria
distante lhe amarguravam a alma...
Origem
Não se sabe ao certo quando e quem o inventou. É
impossível saber qual teoria mais certa, estima-se que o arco
musical tenha surgido por volta de 15000 A.C. (vários outros
instrumentos derivados do arco foram encontrados nas mais diversas regiões
do mundo, Novo México, Patagonia, Africa e estiveram presentes
nas mais variadas civilizações, entre elas a egípcia,
feníncia, hindu, persa, assíria.) Porem há registros
do berimbau da forma que conhecemos na África. De lá ele
foi trazido ao Brasil pelos escravos africanos, popularizou-se através
das manifestações populares como o samba de roda, candomblé
e capoeira entre outras.
No Brasil e na Africa é ainda conhecido pelos seguintes
nomes: urucungo, urucurgo, orucungo, oricungo, uricungo, rucungo, ricungo,
berimbau de barriga, gobo, marimbau, bucumbumba, bucumbunga, gunga,
macungo, matungo, mutungo, aricongo, arco musical e rucumbo.Em Cuba
é chamado de sambi, pandigurao, gorokikamo e burumbumba.
O
Berimbau é um elemento fundamental na capoeira, sendo respeitado
pelos capoeristas antes de iniciarem um jogo. Alguns o consideram um
instrumento sagrado. Ele comanda a roda de capoeira, dita o ritmo e
o estilo de jogo.
Tipos mais usados na capoeira:
1-O
Berra-boi ou Gunga - Berimbau de cabaça grande (maior que
o normal) e som grave, cuja função é fazer a base
do ritmo puxado pelo Médio, como se fosse um contrabaixo.
2-O
Médio ou de Centro - Berimbau de cabaça de tamanho
médio , produz som médio grave e tem a função
de coordenar o ritmo de jogo dos capoeristas;como se fosse um violão
ou guitarra de ritmo.
3-O
Viola ou Violinha- Berimbau de cabaça menor, produz som agudo
e tem a função de fazer os solo, contratoques e improviso.
Obs.: Existe também um conhecido por berimbau rodeio,
que é aquele que tanto o som agudo quanto o grave é emitido
com perfeição.
Complementação
A complementação da bateria ou orquestra de
uma roda de capoeira se dá com instrumentos de percussão:
1 Atabaque;
2 Pandeiros;
1 Reco-Reco;
1 Agogô.
Conforme
o regulamento desportivo internacional (de adoção obrigatória
no Brasil nos termos ao Parágrafo 1º do Art. 1º da
Lei Federal 9615 de 24/03/1998) a organização das orquestras/baterias,
os instrumentos devem ficar na seguinte ordem na Capoeira Angola (vista
de frente, da esquerda para direita): Pandeiro externo (que poderá
ser substituído por um reco-reco), Pandeiro interno, Berimbau
Viola ou Agudo, Berimbau Médio ou de Centro, Berimbau Berra-boi
ou Grave, Agogô, Atabaque. Na Capoeira Regional (vista de frente,
da esquerda para direita): Pandeiro externo, Berimbau Rodeio ou Gunga,
Pandeiro externo.
Obs.: O Reco-reco nunca poderá ser acrescentado
à formação acima descrita. O referido instrumento
somente entrará na formação em substituição
ao pandeiro externo. A formação da orquestra acima descrita
obecede uma formação técnica musical. Olhando de
frente para a orquestra ficará do lado direito, isto é,
da posição de quem está tocando o atabaque ficará
do lado esquerdo.
Berimbau
de Barriga
Hoje chamado simplesmente de Berimbau em algumas localidades
também é conhecido como berimbau de peito e é composto
por um arco de uma vara de madeira de comprimento aproximado de 1,20m
a 1,50cm e um arame de metal em tensão no arco. A caixa de ressonância
é uma cabaça vazia presa num estremo do arco.
Como
se segura
Se segura na vertical segurando o arco com uma das mãos
e segurando uma pequena pedra (dobrão) com o indicador e polegar
fazendo pressão no arame para alterar o som quando tocá-lo.
O som também é alterado aproximando e afastando
a cabaça da barriga. A outra mão percute o arame com um
pequeno bambu ou pau (40cm aproximadamente) e segurando um pequeno caixixi
(pequeno instrumento de percussão, normalmente preenchido com
sementes secas).
Como
se toca
O Berimbau é tocado percurtindo uma vaqueta (varinha
de madeira) sobre o arame (aço de pneu de carro) com um caxixi
( pequena cesta de palha ou vime) com sementes dentro que produz um
som de chocalho que é segurado entre os dedos e na palma da mão,
encostando-se um dobrão ( moeda de cobre) no arame de aço
, produzindo assim o som característico do instrumento.
Lembrem-se
O berimbau é que cria o clima e dita o jogo que vai
acontecer na roda. Dizem os velhos mestres que "O berimbau
ensina" eles criam uma corrente e uma vibração que,
junto com as palmas, os cantos, o pandeiro e o atabaque, influenciam
os jogadores.
Berimbau
de Boca
O berimbau de boca tem dimensões mais reduzidas e
era muito utilizado na época da colonização, quando
a capoeira era proibida;Também conhecido como "marimbau"
ou "marimba", é um pequeno instrumento de metal arqueado
em forma de diapasão sem cabo, que os escravos usavam preso aos
dentes, com os quais faziam soar as pontas do metal. O formato de diapasão
sem cabo é semelhante a um grampo de cabelo, porém um
pouco maior. A caixa de ressonância é a própria
boca do tocador e a percussão era feita com o polegar. O som
deste é semelhante a uma mola e o movimento da língua
altera este curioso som..Atualmente, o berimbau de boca não é
mais usado, apesar de alguns mestres antigos, especialmente de Capoeira
Angola ainda saberem tocá-lo. É uma peça raríssima,
encontrada mais possivelmente em museus.
Na
Bahia antigamente existia o outro tipo de berimbau de boca, que era
um arco musical com corda de cipó Timbó, a caixa de ressonância,
seja sustentando a madeira entre os dentes com a corda fora da boca,
ou seja, deixando a corda vibrar na cavidade oral, com a madeira fora,
utilizava-se uma faca como dobrão.
Atualmente é um instrumento raro de ser encontrado.
Berimbau
de bacia
Utilizado principalmente na África, duas latas
eram colocadas no chão, e um arco que chegava a ter 04 metros
era colocado sobre cada uma dessas latas, uma pessoa ficava segurando
a madeira, enquanto outra tocava.
A
técnica do berimbau
Segura-se o berimbau uma das mão na altura da cabaça,
com a mesma mão segura a moeda que durante o toque do berimbau
será várias vezes presionada contra o arame mudando o
tom do som do berimbau. A cabaça deve ficar na altura do abdomem
do tocador pois este modifica seu som aproximando e afastando a cabaça
de seu corpo. Com a vareta na outra mão executa-se as batidas
no arame do berimbau, e na mesma mão da vareta o tocador segura
o caxixi preenchendo o som da batida da vareta com o som do caxixi,
uma especie de chocalho.
As
variações dos toques (ritmos) do berimbau são inúmeras,
entre elas:
Angola
São Bento Grande de Bimba
São Bento Grande de Angola
São Bento Pequeno
Iúna
Cavalaria
Santa Maria
Benguela
Miscelâneas(compilação de várias peças
literarias)
Em 1826 o artista francês Jean Baptiste Debret retrata
um tocador de berimbau em "Joueur d'Uruncungo".
O instrumento é conhecido por ser tema de uma canção
popular de Baden Powell de Aquino, um violonista brasileiro. A letra
da música foi escrita por Vinícius de Moraes.
Considerado um dos maiores percussionistas do planeta Nana
Vasconcelos especializou-se em instrumentros brasileiros, em especial
o berimbau.
Atabaque
(instrumento musical)
É
geralmente feito de madeira de lei como o jacarandá, cedro ou
mogno cortada em ripas largas e presas umas às outras com arcos
de ferro de diferentes diâmetros que, de baixo para cima dão
ao instrumento uma forma cônico-cilíndrica, na parte superior,
a mais larga, são colocadas "travas" que prendem um
pedaço de couro de boi bem curtido e muito bem esticado. É
o atabaque que marca o ritmo das batidas do jogo. Juntamente com o pandeiro
é ele que acompanha o solo do berimbau.
Origem:
Atabaque (ou Tabaque) - Instrumento musical de percussão.
O nome é de origem árabe: at-tabaq (prato).
O
termo atabaque é de origem árabe, mas sua origem é
presumivelmente Persa, foi introduzido na África por mercadores
que entravam no continente através dos países do norte,
como o Egito.
Constitui-se
de um tambor cilíndrico ou ligeiramente cônico, com uma
das bocas cobertas de couro de boi, veado ou bode.
É tocado com as mãos, com duas baquetas, ou
por vezes com uma mão e uma baqueta, dependendo do ritmo e do
tambor que está sendo tocado.
Atabaque
(Para o Candomblé)
No candomblé é considerado objeto sagrado.
Origem
(Para o Candomblé)
Diz-se de origem africana, é usado em quase todos
rituais afro-brasileiro, típico do Candomblé e da Umbanda
e de outros estilos relacionados e influenciados pela tradição
africana. De uso tradicional na música ritual e religiosa, empregados
para convocar os Orixás.
O atabaque maior tem o nome de RUM o segundo tem o nome
de RUMPI e o menor tem o nome de LE.
Os atabaques no candomblé são objetos sagrados
e renovam anualmente esse Axé. São usados unicamente nas
dependências do terreiro, não saem para a rua como os que
são usados nos Afoxés, estes são preparados exclusivamente
para esse fim.
Os atabaques são encourados com os couros dos animais
que são oferecidos aos Orixás, independente da cerimônia
que é feita para consagração dos mesmos quando
são comprados, o couro que veio da loja geralmente é descartado,
só depois de passar pelos rituais é que poderá
ser usado no terreiro.
O som é o condutor do Axé do Orixá,
é o som do couro e da madeira vibrando que trazem os Orixás,
são sinfonias africanas sem partitura.
Os atabaques do candomblé só podem ser tocados
pelo Alagbê (nação Ketu), Xicarangoma (nações
Angola e Congo) e Runtó (nação Jeje) que é
o responsável pelo RUM (o atabaque maior), e pelos ogans nos
atabaques menores sob o seu comando, é o Alagbê que começa
o toque e é através do seu desempenho no RUM que o Orixá
vai executar sua coreografia, de caça, de guerra, sempre acompanhando
o floreio do Rum. O Rum é que comanda o RUMPI e o LE.
Essa é a diferença entre o atabaque do candomblé
e do atabaque instrumento musical comprado nas lojas com a finalidade
de apresentações artísticas, que normalmente são
industrializados para essa finalidade.
Segundo Edson Carneiro, o som do atabaque é o mesmo
tam-tam de todos os povos primitivos do mundo. Consiste
numa pele seca de animal esticada sobre a extremidade de um cilindro
oco.
No tempo de Manuel Querino havia várias espécies
de tabaques como eram chamados na época: pequenos Batá,
grandes Ilú e os atabaques de guerra, Batá-côtô,
que desempenharam grande papél nos levantes de escravos, na Bahia
no começo do século XIX, o que determinou a proibição
expressa de sua importação desde 1835.
Ilu
de Pernanbuco
No Recife se toca ilu, na Bahia, se toca atabaques. No Maranhão
se toca tambor. O ritmo do Maranhão é diferente do de
Pernambuco e o de Pernambuco é similar ao tocado na Bahia. A
diferença está nos instrumentos.
Inhã
do Rio Grande do Sul
No Batuque os atabaques são um pouco diferentes do
que é usado no Candomblé.
Dos instrumentos da foto o maior (branco e vermelho) é
chamado de Inhã e o tambor vermelho é o de uso tradicional
da Nação Ijexá.
Os outros dois instrumentos do centro são o Agê
(instrumento feito com uma cabaça inteira trançada com
cordão e contas diversas), no Candomblé é chamado
de Afoxé.
Toque
É a percussão dos tambores ou atabaques que
varia de acordo com a nação do Candomblé. Essa
percussão pode ser feita com as mãos ou com duas varetas
de nome aguidavi, ou por vezes com uma mão e um aquidavi, dependendo
do ritmo (toque) e do atabaque que está sendo tocado.
Na Angola e Congo são tocados só com as mãos,
não se faz uso dos aguidavi.
A palavra também pode ser usada como toque de candomblé
referindo-se as festas públicas, ou toque de orixá
alguns
exemplos:
o toque de Oxóssi é o Agueré.
o toque de Obaluaiyê é o Opanijé
o toque de Xangô é o Alujá
o toque de Oxum é o Ijexá
o toque de Oyá é o Ilu
o toque de Oxalá é o Igbi
Outros
toques:
Adahun
Hamunha
Bravun
Setó
Congo de Ouro
Barravento
muzenza
Na
roda de capoeira ele também é usado para acompanhar a
orquestra, que dita o jogo/toque que é diferenciado para os rítmos
angola, regional e maculelê; a ser tocado no berimbau e jogado
pelos participantes. (neste último não se usa o berimbau).
Caxixi
São
pequenos cestos de palha trançada, enchidos com pequenas contas,
sementes secas, conchas, pedras ou feijões. Cortado de forma
circular, a parte superior reta, terminando com uma alça da mesma
palha para ser segurada pelos dedos durante o toque. Por serem feitos
à mão eles existem em vários formatos e tamanhos.
Originalmente
o caxixi era usado com o berimbau na música de capoeira (usado
como chocalho pelo tocador de berimbau, o qual segura a peça
com a mão direita, juntamente com a baqueta, executando o toque
e marcando o ritmo) hoje ele é encontrado criando ritmos em diversos
estilos.
Baqueta
É uma vareta de madeira, com aproximadamente 30 a
40 centímetros, tendo uma extremidade mais grossa que a outra.
A vareta é normalmente feita de biriba.
Dobrão
Usado para auxiliar as variações de toques
do berimbau, geralmente é uma pedra, mas também se utiliza
moeda.
Pandeiro
Instrumento
de percussão, de origem indiana. Alguns autores relatam como
vindo da África, mas, sabe-se que já era utilizado na
velha Índia e pelos Hebreus em cerimônias religiosas; só
na idade média com as invasões árabes popularizaram
o pandeiro na Península Ibérica; no Brasil foi introduzido
pelos portugueses, que o usavam para acompanhar as procissões
religiosas que faziam.
Considerado uma espécie de tambor, muito utilizado
na música brasileira, internacionalmente conhecido como Tambourine,
sendo constituído por um aro de madeira, preenchido com pedaços
de metal que chocalham e vibram à medida que se percute o instrumento.
É construído com uma pele única, sendo
tocado segurando com uma das mãos e batendo com a outra. Os ritmos
são, em parte, criados a partir de um jogo de movimentos quer
da mão que segura o instrumento, quer da mão que bate
na pele.
Os diferentes sons são obtidos ao bater-se na pele,
recorrendo a um movimento do pulso e usando os dedos para enriquecer
o ritmo.
É possível obter sons graves e agudos, dependendo
da força e da forma de bater, fazendo do pandeiro um instrumento
essencial no Samba e com grandes responsabilidades na cor dos ritmos
brasileiros.
O pandeiro é um instrumento que requer considerável
técnica para ser tocado. Ele é muitas vezes destacado
como instrumento solista em escolas de samba, assim como em grupos contemporâneos
onde há a participação de um percussionista. Solos
tradicionais de carnaval incluem truques teatrais como deslizar o pandeiro
ao longo das costas e girá-lo na ponta dos dedos. Um músico
de nome João Machado Guedes é considerado o responsável
pela introdução do pandeiro nas escolas de samba. Pandeiros
podem ter peles de couro ou de plástico. Eles existem em diferentes
tamanhos, com os de 10 e 12 polegadas sendo os mais comuns. As peles
de couro produzem uma qualidade de som melhor, mas apresentam problemas
de afinação causados por alterações climáticas,
logo as peles de plástico são mais encontradas. O pandeiro
é segurado por uma das mãos, enquanto a ponta dos dedos,
o polegar e a base da outra mão são usados para tocar
a pele do lado de cima. Os tons abertos e fechados podem ser obtidos
através do uso do polegar ou do dedo médio da mão
que segura o instrumento. O polegar pode abafar a pele do lado de cima,
o dedo médio pode abafar o lado de baixo. Ao tocador de pandeiro
é permitido executar floreios e viradas para enfeitar a música.
Nas rodas de capoeira, o som cadenciado do pandeiro acompanha o som
do caxixi e do berimbau, dando "molejo" tornando-se essencial
no auxilio rítmico do jogo.
Reco-Reco
Instrumento de percussão composto, são feitos
de caixas de metal ou bambu com sulcos cortados na parte de cima ou
tubos de metal com molas estendidas ao longo de sua extensão.
São tocados através do deslizamento de uma baqueta de
metal ou madeira contra as molas ou sulcos. É usado em rodas
de capoeira, nos batuques e sambas.
Agogô
Instrumento
de origem africana composto de um pequeno arco em formato de alça
feito de metal com um cone metálico em cada uma das pontas, estes
cones são de tamanhos diferentes, portanto produzindo sons diferentes,
sons que são produzidos com o auxílio de um ferrinho que
é batido nos cones. (existe também conjuntos de 3 ou 4
campanas.) Elas são usualmente afinadas em intervalos de terça;
seguradas em uma das mãos e tocadas com uma baqueta pela outra.
Uma vez iniciado o ritmo o padrão é em geral mantido constante,
exceto em situações menos tradicionais, onde a improvisação
de variações funciona bem. Este instrumento é utilizado
na capoeira, no samba e em muitas baterias.